Getting Involved

em sexta-feira, 30 de agosto de 2013 com 2 Comentários
Oláááá gente bonita! Tudo bom?

Este é o meu último final de semana antes da volta às aulas e agosto está quase acabando (MEU DEUS, JÁ?!), por isso e porque meus amigos traíras todos viajaram e me deixaram aqui mofando sozinha resolvi escrever mais um post muito especial para vocês! Vamos lá?


Vou começar este texto com uma reflexão: querendo você ou não, um intercâmbio te muda. Muda seu jeito de pensar, de agir diante de determinadas situações, te deixa revoltado com o preço das coisas na sua cidade, te faz uma pessoa mais adaptável, mais flexível, mais gorda, e, principalmente, faz você aprender a se virar sozinho. Eu sempre fui uma pessoa muito tímida, nunca soube muito como me aproximar de gente que não conhecia, demorava muito para conhecer novas pessoas e fazer amigos por ser muito calada, travo, gaguejo e esqueço tudo que ia dizer quando vou falar em público (apresentações orais são meu pesadelo) e, ainda por cima, tenho cara de metidinha (ou é isso que todo mundo fala...). Por tudo isso, vocês podem imaginar que meus primeiros dias aqui não foram nada fáceis.

No intercâmbio você é meio que obrigado a falar com as pessoas. É um fato: ou você fala ou morre sozinho. Esse tipo de situação me deu a prática que eu precisava para me livrar da minha timidez e hoje em dia eu saio dando "oi" para todo mundo nos corredores sem medo de me acharem louca. Maaaas, semana passada eu tive uma prova de fogo para testar o quão longe este tratamento tinha ido.

Como a maioria de vocês já deve saber, passei meu verão trabalhando de estagiária no laboratório de ecologia costeira, estava ("estava", porque o estágio acabou hoje) sendo orientada pelo Prof. Dr. Pedro Quijón, um chileno muito simpático que fez questão de me fazer aproveitar todas as chances possíveis de mostrar meus talentos científicos para a University of Prince Edward Island. Uma delas foi me inscrever no  AVC Summer Research and Leadership Program (Programa de Verão de Pesquisa e Liderança da Faculdade Veterinária do Atlântico), outra foi me inscrever no - USURC - UPEI Science Undergraduate Research Conference (Conferência de Pesquisa Científica de Graduação da UPEI). Para o primeiro estava tudo bem, eu só precisava comparecer às palestras nas manhãs de segunda e apresentar um poster no final do curso. Nada que eu não tivesse feito antes.


Apresentando meu trabalho "Habitat complexity and its relationship with cannibalism rates in the European green crab (Carcinus maenas)"

Ah, eles também me levaram para uma aula de campo MUITO legal numa empresa que desenvolve todo tipo de produto para aquicultura, de rações a vacinas. Mas continuando, para o segundo evento foi que a coisa pegou:  eu tinha que fazer uma apresentação oral. Em inglês. Minha reação ao saber disso foi mais ou menos esta:



Quer dizer, se eu já sou ruim em  português,  imagina em inglês! Mas não é que a apresentação foi ótima? Eu (quase) não hesitei antes de falar e pude concluir minha explicação de forma clara. As pessoas fizeram perguntas no final (o que significa que elas estavam prestando atenção e entenderam) e meu orientador fez um sinal positivo no final, o que me deixou particularmente orgulhosa de mim mesma. E não, infelizmente eu não tenho nenhuma foto disso porque eu estava meio que sozinha lá., maaaaaas, como toda boa conferência, eu ganhei um kit no final! E que kit heim?


Obs.: SEMPRE quis uma mochila dessas! *___*

Enfim, sei lá, esse tipo de coisa te deixa mais confiante, mais desinibido... Então agora eu penso: se posso fazer isso em inglês, porque não em português?

Universidades no exterior te dão inúmeras oportunidades de conhecer os outros alunos, se juntar a grupos, fazer trabalho voluntário e etc. Eu sinto que passei todo o meu primeiro semestre com a cara enfiada nos livros tentando recuperar o atraso que o serviço de algumas pessoas super competentes me rendeu e não pude aproveitar muito bem tudo que a universidade tinha a me oferecer. Por isso, este semestre, resolvi fazer diferente.

A UPEI tem uma enorme quantidade de estudantes internacionais e,  por ser pequena e perto do aeroporto, tem um serviço único de ir buscar estes alunos quando eles chegam e pagam o taxi para a sua moradia. Acho isso muito legal da parte deles, fez eu me sentir muito bem acolhida antes mesmo de eu chegar aqui apesar do meu carona ter chegado atrasado e eu já tava quase indo embora do aeroporto, né Lucas?. Entretanto, este serviço depende de voluntários, pois o pessoal do escritório internacional não dá conta de tanta gente. Adivinha quem se voluntariou para o serviço? o/

Achei que seria uma experiência muito legal e uma ótima maneira de conhecer novas pessoas, e está sendo mesmo! Tudo que eu tenho que fazer é ir até lá e segurar uma plaquinha como esta:


Já conheci uma nigeriana e uma egípcia muito legais fazendo isso. Mas mais que ir buscar pessoas no aeroporto, também acabei me voluntariando para o Buddy Program, onde, basicamente, você se oferece para ser amigo de alguém. Bem, deixe-me explicar melhor porque me voluntariei: eu devia ter tido uma buddy semestre passado, mas ela nunca deu as caras. Eu cheguei aqui num sábado de manhã, todos os escritórios estavam fechados, minha colega de quarto foi pra casa cinco minutos depois que cheguei, a semana de orientação já tinha passado há muito, eu não sabia como acessar a internet e não tinha contato com ninguém. Eu estava completamente perdida e, acredite, os primeiros dias sãos o que você mais precisa de ajuda. Eu sei como é ruim e, se puder ajudar as pessoas a não passarem por isso, eu vou. Minha buddy é uma alemã que chega amanhã, então contarei mais sobre esta experiência em particular em posts futuros.

Meu conselho para você que está chegando é: se envolva! Fale com as pessoas, entre em grupos, se voluntarie para fazer qualquer coisa que pareça legal... Só não se isole, ou você vai acabar perdendo a melhor parte de ser um intercambista.

Hoje vou ficando por aqui. Muito obrigada por todos os comentários e espero que tenham gostado deste post. Beeijos e um bom fim de semana a todos!

2 comentários:

ana lucia Costa disse...

parabéns pela coragem das experências buscadas e aprendidas;e o mais proveitoso de tudo é o conhecimento de enxergar o outro.Mto orgulhosa de ti

Jéssica de Paula disse...

oooooow que orgulhinho de você! *-*

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