Apresentações/O Dia Em Que Eu Descobri Os Milagres Que Minha Mãe Faz Com Uma Mala/A Viagem

em segunda-feira, 14 de janeiro de 2013 com 0 Comentários

Apresentações

Oi para você que está lendo, tudo bem?

Este é um blog sobre a minha experiência no programa Ciência Sem Fronteiras. Sim, vou falar sobre o processo de seleção, visto e etc, mas o foco serão observações pessoais. Eu passei por todos os perrengues possíveis para conseguir esta bolsa de estudos, então pode me perguntar nos comentários se tiver alguma dúvida. Agora que o blog está apresentado, vamos começar de novo?


Oi para você que está lendo, tudo bem?

Meu nome é Elizabeth e você pode me chamar como quiser, contanto que não me xingue. Na presente data tenho 21 anos, nascida e criada na cidade de Maceió, Alagoas, Brasil. No dia 19 de novembro de 2012 eu tive a confirmação de que havia sido aprovada para o Ciência Sem Fronteiras e este blog devia ter começado logo em seguida, mas devido aos perrengues mencionados acima, eu não tinha cabeça para isso. Hoje estou alojada na residência universitária da University of Prince Edward Island - UPEI - localizada em Charlottetown, na província Prince Edward Island - PE - Canadá. Estou aqui para estudar biologia com foco na parte marinha e vou ficar todo o ano de 2013. Precisamente agora são 7:14 da manhã e não há nenhum sinal de sol lá fora. É, eu estou bem longe de casa.


Sou uma viciada em livros, portanto não estranhe se vez por outra aparecer uma resenha ou uma indicação por aqui, até porque tem uma livraria maravilhosa bem aqui na frente da qual já tenho cartão de fidelidade no primeiro dia em que cheguei :)



O Dia Em Que Eu Descobri Os Milagres Que Minha Mãe Faz Com Uma Mala

Mesmo já sabendo há tanto tempo que ia viajar, a partida me pegou de surpresa (detalhes e explicações nos próximos posts). Na verdade, até um dia antes eu não tinha data definida para ir, mas resolvemos deixar tudo arrumado para que quando o passaporte fosse liberado eu já estivesse pronta. Por coincidência e sorte, isto aconteceu uma hora depois que a mala estava pronta.

Foram 40 quilos (33 da grande + 7 da de mão) de roupas, sapatos, bolsas, itens de higiene,  cosméticos, objetos que eu ia/vou precisar, objetos que quis trazer por capricho, alguns livros, computador, carregadores, remédios... Eu gostaria de ter tirado umas fotos para vocês terem uma noção melhor deste milagre de multiplicação de espaço, mas na ida a coisa foi corrida e na chegada aqui eu estava tão cansada que não sei como arrumei coragem para desfazer as malas, não ia pensar em tirar fotos.

Quando soube que ia viajar comprei a maior mala que encontrei nas lojas da cidade e ainda assim ela parecia pequena para levar minha vida para outro país, mas minha mãe conseguiu esta proeza e ainda sobrou algum espaço! Pouco, mas sobrou. Não sei como ela faz estas coisas, mas obrigada mãe! Vou ter que pagar sua passagem para vir aqui arrumar tudo de novo para a volta :x



A viagem




Antes de vir para o Canadá, tive que fazer uma parada em São Paulo para pegar meu passaporte que ainda estava lá. Gostaria de agradecer a todos que compactuaram com minha mãe escreveram os recadinhos para eu ler no avião, vocês me fizeram chorar metade da viagem (rs). Fiz um pequeno tour não planejado pela cidade quando voltei do VAC pois estava tão encantada de finalmente ter meu visto em mãos que peguei o ônibus no mesmo ponto que desci ao invés de ir para o outro lado da rua. O que foi muito legal já que eu não estava com pressa.

A diversão mesmo começou na hora de ir para Guarulhos (aliás, agradeço muito a tia Zefinha e família, que me acolheram e levaram ao aeroporto e peço desculpas pelo trabalho). O aeroporto fica muito longe e São Paulo é uma cidade complicada. Um errinho e você vai parar no lugar errado e os retornos são escassos. Isso sem falar do trânsito. Levamos quase 4 horas (não, você não leu errado) para chegar até lá e, quando chegamos, nos perdemos lá dentro, o cara nos deu uma informação errada que nos tirou do aeroporto, tivemos que fazer outro retorno, já estávamos em cima da hora... Mas o que é a vida sem uma tonelada de desespero, não é? O importante é que eu cheguei, não enfrentei fila para o Check-in, tive que tirar as botas para passar pela PF, a fila da imigração estava pequena e, antes que eu conseguisse pensar direito, já era hora de embarcar.



O voo para Toronto foi longo, mas tranquilo. Aproximadamente 10 horas de duração, mas com muita comida gostosa e filmes lançamentos do cinema. Passei a maior parte cochilando de qualquer jeito. Mas então, finalmente...



Chegando em Toronto, quando eu achava que ia descansar um pouco... Lá vem mais correria. O aeroporto é simplesmente imenso e tanto a imigração quanto a retirada das bagagens era longe. Então eu passei pela primeira fila da imigração onde é para entregar um formulário que é preenchido no avião, depois fui para a segunda, onde fui pegar a permissão de estudo e trabalho e então me fizeram atravessar quase todo o aeroporto pois o portão da minha conexão ficava do outro lado. Outra vez mal deu tempo de respirar. Troquei o dinheiro que ainda tinha comigo, liguei para casa e corri para o portão de embarque.  Só digo uma coisa: NUNCA MAIS VIAJO COM MALA DE MÃO QUE NÃO TENHA RODINHAS.



O voo para Charlottetown tem curta duração, mas pareceu o mais longo da minha vida. A ansiedade era grande e eu não conseguia parar de olhar para o mapa de voo. Gostaria de poder ter tirado fotos durante o pouso, quando estava sobrevoando a cidade. A vista de cima com tudo coberto de neve é linda! Colocarei mais fotos nas próximas postagens, por enquanto fiquem com esta:



Beijos e até o próximo post!

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